sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Vestido de Geisy

Deus sabe o quanto eu "odeio" usar uniformes. Acho que a última vez que eu usei um uniforme completo foi na 4a série, faz tempo hein?!... pelo menos uns 20 anos. Ele até que era bonitinho, composto por uma saia com pregas azul até o joelho e a uma camiseta branca com logo da escola também em azul. Mas o tempo passou e quando me vi liberta de ter que usá-lo foi a glória! Logo na 5a série bastava usar a camiseta da escola com jeans (algo básico, 90% da população feminina não recusa) e ainda nesta época tínhamos duas companhias constantes nos pés: os tênis M2000 ou New Balance, o must have daquele período.
Mas o tempo passou e me vejo novamente nesta angustia de me vestir igual a todas as outras mulheres que trabalham comigo. Nada contra minhas colegas, afinal, acho que algumas até pensam como eu, o problema que vejo é estar igual a topo mundo.
Pra mim o ato de vestir-se é mais do que simplesmente estar adequadamente trajado por uma roupa para executar uma determinada tarefa.
O ato de vestir-se vai além: ele é uma forma de comunicação da sua personalidade com o mundo que está a volta. É através do vertir-se que passamos nossas mensagens, nossos códigos, especialmente, os que estão mais guardados em nosso interior.
E de uma forma geral o mundo nos enxerga e nos interpreta através do que vestimos. E é claro que isso deve ser feito com cuidado, tomando como exemplo o que aconteceu há semanas atrás com a estudante Geisy Arruda da Uniban, para tudo!!! O vestir-se de Geisy estremesseu e mobilizou o país sobre como a roupa que vestimos pode revelar o que está no mais íntimo de cada um. É claro que a interpretação dos pseudocolegas de Geisy foi equivocada, imatura e preconceituosa. Por outro lado, o fato de se vestir com um vestido curto e principalmente naquela cor provocou uma reação maluca e bizarra naqueles jovens, imagino que a Geisy pudesse ter até uma segunda intenção com a roupa, mas certamente não era provocar esse tumulto nacional, nem tão pouco a reação tão bárbara que despertou naquelas pessoas.

Na verdade acredito que o consenso geral espera que sejamos uniformes. Nossa consciência cada vez mais coletiva e primitiva insiste em nos "educar" para sermos iguais, desprezando todos os bons conceitos de respeito ao diferente.
Sobre o uso de uniforme, eu não gosto nem um pouco, no entanto, compreendo que é uma forma de nos estratificar numa função, principalmente nas relações de trabalho. É pelo uniforme, crachá ou sei lá mais o quê que se determina sua função, tarefa e posição social.
Politicamente correto e extremamente chato!

Por Fernanda Meda

5 comentários:

  1. Saudades da mulher mais fina e educada da Labcom... Kiss (oralsemfrescura.blogspot.com)

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